Centro de Inteligência

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Estatistas são para serem trabalhadas

Alguns números nos trazem indagações que devemos realmente estudar. Temos um sistema de saúde complicado e que coloca de forma injusta muitas vezes os cidadãos em filas e outras dificuldades mais. Temos por meio de sistemas hoje a possibilidade de fazer gestão com um "enter", no qual resultados nos demonstram pontos a serem trabalhados em busca de eficiência. Curioso portanto, notar que cerca de 38% das consultas e agendamentos para especialidades e consultas realizadas no mês de Setembro foram simplesmente abandonadas porque o usuário não compareceu ! Esta situação aponta um problema muito sério, pois estas vagas se perderam, não há como recuperar, foram pagas e não utilizadas, ou seja, um serviço caríssimo que foi desperdiçado sem a chance de que outro pudesse aproveitar. O que leva isto a acontecer ? penso que são muitas as alternativas, o brasileiro tem por cultura se auto medicar ou desistir facilmente da consulta ou exame se a dor ou o problema passa temporariamente. Acredito também que é preciso dividir as responsabilidades com os usuários. Não cabe mais apenas a municipalidade assumir total risco e custo de serviços que não são utilizados de forma responsável. Para se ter uma idéia, há serviços de transporte de pacientes para exames em São Paulo que o usuário deixa o motorista com vários pacientes aguardando por horas o retorno para Peruíbe e quando descobre-se este foi passear em São Paulo ou voltou de carona para cidade sem que avisasse o motorista. Também há aquele que marca retorno e não comparece. Pois bem, reeducação é preciso e só podemos trabalhar para eficiência e qualidade se conseguirmos estabelecer compromissos entre o prestador e o usuário. É preciso ter coragem para corrigir, pois receber estatiscas e números de pesquisas é muito fácil, mas o que dificilmente acontece é o gestor saber o que fazer com estes números. Nós sabemos o que fazer e faremos para alcançar a qualidade e o respeito que a população merece nos serviços de saúde pública.

Autoria: Marco Cantuária