Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

Eficiência e Eficácia, Conhecimento e Competência, semelhanças e diferenças

Relação entre os resultados obtidos, de acordo com os recursos empregados, a eficiência se difere, sutilmente, da eficácia que mede a relação entre os resultados alcançados e os objetivos pretendidos. Na verdade, talvez a distinção seja um pouco mais complexa, uma vez que é possível existirem equipes muito eficazes, que não são eficientes, o que soa, ao menos, estranho. Por outro lado, também é factível a existência de times muito eficientes que não sejam campeões, isto é, eficazes. Quando isso ocorre, notam-se os equívocos na definição das metas a serem alcançadas e/ou falha no dimensionamento de recursos, o que paradoxalmente depõe contra a própria, suposta, eficiência do time, que não soube planejar.

Conjunto de informações, que foram analisadas, compreendidas e devidamente contextualizadas, o conhecimento é algo estático, quando não posto em prática, e dinâmico quando inserido em nosso dia a dia. Neste ultimo caso, ganha o status de competência, e, juntamente com ela, maior relevância e reconhecimento. Esta verdade pode ser comprovada por qualquer dicionário, que a define como sendo a aptidão para cumprir determinada tarefa e atividade. Sendo isso verdade, e não há porque não ser, o saber fazer, garante a competência e evidencia a presença de habilidade. Já o querer fazer, que pode ser representada pela atitude, é um requisito que não está, necessariamente, presente. É possível vermos pessoas muito competentes, que não têm qualquer disposição para agir, e que só não são piores que aquelas com muita vontade de agir, mas que não possuem quaisquer competências. Aí mora o perigo.

Por mais que as diferenças notadas entre os pares, eficiência e eficácia, e, conhecimento e competência sejam totalmente compreensíveis, as semelhanças tendem a contaminar este entendimento na prática. O passo seguinte, que torna tudo isso algo ainda mais confuso acontece quando, ao considerarmos que pessoas eficientes são aquelas que colocam seus conhecimentos em prática, sendo, portanto, competentes. Será que a mesma lógica se aplica às pessoas eficazes? Se elas não são, necessariamente, eficientes, como citado anteriormente, então igualmente podemos admitir que elas não possuam conhecimentos, e por consequência, não são competentes? Não, pessoas eficazes, são competentes e comprovam isso ao utilizarem seus conhecimentos para alcançar as metas que lhe são atribuídas. Talvez a diferença esteja em outro requisito, que esta relacionada à produtividade.

Eficiência com alta produtividade garante a eficácia. Já a eficácia, com altos índices de produção, gera metas alcançadas com muita antecedência e que, se continuada, logrará em “super metas”, igualmente atendidas. A mesma lógica cabe para o conhecimento, produzido em alta escala, que gerará um sem número de competências, e consequente eficiência e eficácia, simultaneamente.

Tudo isso muito simples quanto apenas escrito em um texto, mas que ainda assim, sinaliza algo em comum entre todas elas, e que parece comungar com a questão critica que caracteriza o mundo corporativo em nosso país, e que costuma a ser o principal alvo, sobretudo em tempos de crise, a produtividade de nossos processos e recursos, no caso, principalmente, os humanos. Que possamos utilizar estes momentos tão ingratos, para fazer os devidos ajustes em prol da melhoria de nossos índices de eficiência, eficácia, conhecimentos e competências.

Cabe a cada um de nós.