Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

Aprendizagem, Conhecimento e Gerenciamento de Projetos

Os conceitos básicos que pautam as atividades presentes durante o gerenciamento de projetos costumam estar suportados em um importante pilar, o aprendizado. Cabe a ele garantir que as práticas realizadas com sucesso em projetos anteriores possam se repetir nos próximos, bem como aquelas que não tenham propiciado resultados tão bons assim sejam, de alguma maneira, evitadas. Por conta disso, o processo de aprendizagem demanda, necessariamente, que as experiências vividas sejam consideradas e/ou incorporadas nas nossas oportunidades em que estas atividades voltarem a ser realizadas. Sem isso não há melhoria, e sem ela, sequer evolução. Aliás, desde outros tempos é notório constatar que todo e qualquer processo exige a presença de um ciclo de melhoria contínua. Ele é quem irá, potencialmente, garantir ganho de performance à cada momento. Enfim, a repetição sugestiona o aumento da eficácia e consequente maior eficiência.

A estruturação de iniciativas e práticas voltadas ao aprendizado é o principal combustível a ser considerado em qualquer metodologia associada à gestão de projetos. Daí é que vem à luz um tema tão recorrente, o processo de lições aprendidas. Nos dias atuais onde o conhecimento raso, aquele que é pouco fundamentado, tem ganhado grande destaque, cabe ressaltar algumas questões. O ato de registrar o que deu certo ou errado em um projeto está longe de poder ser admitido como um aprendizado. A mera ciência da experiência vivida possui pouca valia. Também cabe afirmar que a aprendizagem não está presente em práticas e iniciativas pontuais. No mundo corporativo, por exemplo, a realização de treinamentos e capacitações só faz sentido quando o intuito é conseguir que haja a efetiva e comprovada aplicabilidade daquilo que foi ministrado durante os mesmos. Gigantesco desafio. Um ponto de vista muito diferente do vivido nas academias e instituições de ensino onde o critério, convencionalmente, utilizado para aferir aprendizado costuma ser a aplicação de uma prova e/ou outra atividade curricular. Se o aluno ‘tirou’ boa nota, ele aprendeu. Algo que parece até patético.

Dentro de um cenário corporativo, sobretudo considerando a gestão de projetos, a aprendizagem deve estar inerente a qualquer atividade. Em todo momento ela deve estar presente, o que fará com que o ‘fazer melhor’ também esteja. O ciclo de melhoria contínua se inicia sempre, e talvez, sequer se conclua como ciclo, mas sim se perpetue como momentos contínuos de aprendizagem. Este entendimento é fortalecido de maneira ainda mais consistente ao se considerar que novos conhecimentos podem surgir a todo instante, e com eles, a geração de novos requisitos que proporcionem riqueza e maior percepção de valor. Quando isto está presente, temos a inovação. Apenas o conhecimento bem fundamentado sobre um assunto, algo obtido através de um consistente processo de aprendizagem irá possibilitar que a inovação esteja presente em uma organização, independentemente, de seu ramo de atividade, tamanho e/ou expectativa mercadológica.